14 ANOS DE CAIS DA BAHIA

Em 2004, o Centro Cultural e Social Cais da Bahia completou 14 anos de sua existência e  para comemorar, no dia 17 de abril daquele mesmo ano foi feita uma grande roda na Sede do Grupo, que era situada na rua Inconfidência, nº 43, Betim/MG. Logo após, houve uma festa com alunos e convidados, entre eles o Mestres Canarinho, Cicatriz, João Batista, Bira, Alma; Contramestres Charuto e Russo; Professores D' Menor, Mica e Borracha, Graduados Mosca e Fulgêncio.

A comemoração continuou no dia 18 de abril, com uma roda na Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte/MG. Onde tivemos a oportunidade de conversar com alguns dos Mestres e dos professores presentes e que seguir fazemos um breve relato:

 

 

Mestre João Batista - RJ

 

Pergunta: Como o Mestre vê o Cais da Bahia e Mestre Chocolate?

 

Resposta: “Não tem como separar o Chocolate do Cais da Bahia. O Mestre Chocolate é uma pessoa que vem crescendo no mundo da capoeira por ter este carisma não só com o Cais, mas com os capoeiristas (Mestres de outros estados e visitantes). Ele tem um respeito muito grande e isto é fundamental. Também a humildade é fator principal para o crescimento do capoeirista. Por saber escutar, ele espera o momento dele, e isso está contribuindo não só para o avanço do Mestre Chocolate, mas também para o grupo em geral. Tive a oportunidade de ir com ele até a Bahia, onde conhecemos grandes Mestres e ele se colocou de maneira que chamou a atenção dos Mestres. Desta forma, ele conseguiu trazer os grandes Mestres da capoeira para perto de si, e consequentemente, para seus eventos. Ele consegue fazer com que as portas se abram para ele, isso é um “dom” dele e não adianta adiarmos. Por ser uma excelente pessoa, vejo que o Cais da Bahia está sendo reconhecido em todo o Brasil. Existem vários grupos que são conhecidos como agressivos, por ter mau caráter. No entanto, o Mestre Chocolate conseguiu fazer uma coisa boa, fazer com que o Cais da Bahia seja conhecido mais pelo lado bom, pelo carisma, tratamento para com os mestres, pelo jogo, pela disciplina. O Cais da Bahia está de parabéns. Se o Cais seguir este caminho, a tendência é crescer cada vez mais. Eu sou do Nagô, e vejo o Cais como uma extensão do Nagô. Por estar aqui em BH, passa uma mensagem legal; teve uma reportagem da PUC-RJ, na qual foi falado do Mestre Chocolate e isso é para vocês verem como ele consegue abrir portas com todo seu carisma, progredindo de uma forma como muitos que estão a mais tempo não conseguiram. Podem ser bons capoeiristas, mas falta alguma coisa, e isso ele tem, que é fundamental, a humildade”.

 

 

Pergunta: O que o Mestre achou do evento, e da roda da feira?

 

Resposta: “Foi uma roda muito legal, com uma energia muito boa, o pessoal jogando à vontade, respeitando a integridade do outro, jogando duro como é a capoeira. Capoeira é realmente uma brincadeira, mas uma brincadeira séria e, com isso, o capoeirista se envolve com todos esses momentos e consegue entender que ele pode ser agressivo quando necessário, mas respeita o adversário e a integridade, ele mostra movimentos e acho isto super legal, faz com que a roda tenha muita energia.

É a 3ª vez que venho a roda da Feira, e é uma roda também com muita energia, onde se concentram vários capoeiristas e dá acesso à população de BH sobre o trabalho do Cais da Bahia, mas de uma forma diferente, com diferentes capoeiristas.

Uma coisa boa é que muitos grupos de BH queriam e não conseguiram, e o Mestre Chocolate conseguiu... foi reunir vários mestres, vários grupos sempre com harmonia, a roda está rolando já a algum tempo, eu me sinto bem à vontade e não dá vontade de parar, e isso que é o gostoso.

O Mestre Chocolate e os Organizadores então de parabéns pelo evento de ontem e pela roda de hoje e espero voltar mais vezes, não deixe de me convidar, que com certeza vou estar presente sempre que puder, podem contar comigo”.

 

 

Mestre Cicatriz - RJ

 

Pergunta: O que faz o Mestre Cicatriz vir para os eventos do Cais da Bahia e qual a diferença da primeira vez que você veio?

 

Resposta: “A primeira impressão é a que fica; quando eu estive aqui pela primeira vez, o Mestre Chocolate me recebeu super bem, então não tem como não voltar. Pois não adianta eu ir pela primeira vez em um lugar e ser mal recebido. Cheguei a comentar no Rio do M. Chocolate “...um cara muito gente boa e que precisamos dar uma força para ele...”.

Na minha opinião não houve mudança na recepção dos alunos e do Mestre Chocolate, porque o Cais da Bahia não é só o Mestre, porque se de repente eu chegasse aqui e só o Mestre me recebesse bem, haveria uma barreira, apesar que ele é o líder, os alunos me tratam super bem; a gente faz um jogo mais apertado, mas tudo dentro do respeito. Com isso faz com que eu volte no Cais sempre”.

 

Mestre Canarinho - RJ

 

Pergunta: Qual a diferença da capoeira jogada no Rio para a do Cais da Bahia?

 

Resposta: “Nenhuma!! O Mestre Chocolate desenvolve um bom e grande trabalho em BH, e eu não vejo diferença, porque a capoeira hoje em dia está nivelada. O que você vê é uma jogada de mão eu tenho o costume de chamar... é um nome dos antigos... “Da uma peneirada, peneira a mão pra cá, peneira a mão pra lá...” é diferente, uns dançam melhor outros dançam... mas a capoeira não tem diferença, a rapaziada do Cais tem um nível técnico excelente, tem uma cabeça boa e eu não vejo diferença”.

 

Pergunta: O que o Mestre Canarinho sente da energia da Roda?

 

Resposta: “Ai é que tá! A energia é uma coisa que nem todos têm. A Roda do Cais é uma energia muito boa, até porque eu estava com alguns problemas difíceis em minha vida e cheguei aqui e consegui jogar... aqui tem uma energia muito boa, essa recepção, essa amizade e este calor humano que vocês têm”.

 

 

Professor D' Menor - RJ

 

Pergunta: Antes de conhecer o Cais da Bahia em BH, você tinha alguma referência do grupo?

 

Resposta: “Tinha, até porque eu tinha conhecido o Mestre Chocolate em Vila Velha (ES), só não tinha muito contato, com o passar do tempo através do Mestre Cicatriz, tive um contato com ele e também o prazer de conhece-lo no 1º Torneio de Capoeira do Cais da Bahia”.

 

 

Pergunta: O que você achou da comemoração do 14º aniversário do Cais da Bahia?

 

Resposta: “A Primeira vez que eu vim, foi no 1º Torneio de capoeira o pessoal já estava jogando bem e em pouco tempo teve uma melhora muito grande na estrutura, achei que eles estão mais firmes, estão com a cabeça melhor. Gostei... sempre que tiver evento “tô dentro”, pode contar com o “De menor” que... vou estar firme aqui”.

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